A REALIDADE DA JUVENTUDE NEGRA NO BRASIL
06:05:00 No mundo contemporâneo, é extremamente importante
discutir sobre vários segmentos de nossa sociedade, a fim de que, se crie uma
consciência e posteriormente projetos que almejem a igualdade. Nos últimos
anos, vimos a necessidade de falar sobre a juventude negra brasileira, já que
esta vive em contínuo risco. Tem
importância por toda a carga histórica que essa parcela da população carrega:
desde a morte de Zumbi dos Palmares a todas as lutas por direitos feitas pelo
povo negro nas últimas décadas. Falar sobre juventude negra lembra a sociedade
de que muita coisa precisa ser feita para se ter igualdade.
Inicialmente, precisamos ter a noção em quais
situações esses jovens vivem. Segundo dados divulgados pelo SEPPIR em parceria
com o IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em documento disponibilizado
no ano de 2014 mostra que, em pesquisa comparativa dos anos de 2001 e 2012 no
Brasil, a porcentagem de famílias negras com renda mensal per capita familiar (RPCF)
em múltiplos do salário mínimo menor que 1,5 é maior de que a de famílias
brancas. Ou seja, esses jovens vivem em famílias que ganham pouco mais de 1.200 reais para
sobreviver. Nessa mesma pesquisa há um comparativo do nível de escolaridade
entre alunos negros e brancos: “Considerando a população com mais de 15 anos,
em 2012, 23% da população branca tinha menos de quatro anos de estudo; entre os
negros, este percentual atingiu 32,3%.” Quando se trata da desigualdade quanto
à escolaridade, a pesquisa mostra que isso acontece por múltiplos fatores como
renda familiar e acesso a bens públicos. As consequências de maior porcentagem para a população negra resultam em menor
frequência escolar. No que se trata em quais lugares, a juventude a partir dos
16 anos ocupa dentro do mercado de trabalho, em comparação negros tem trabalhos
com remunerações menores do que brancos: em 2012 a porcentagem de pessoas brancas empregados com
carteira era de 43,4 % enquanto a de negros 36,7%. Já quando a carteira não é
assinada, a população negra fica com 17,1% enquanto brancos ficam com 12,5 %. Em um
parâmetro geral vemos que com baixa renda, baixo índice de escolaridade e
retorno no mercado de trabalho, a população negra vive de certa forma na margem
da sociedade e propicia que muitos jovens, que não veem perspectiva em seu
futuro acabem ficando vulneráveis.
Kaire Aguiar, Estudante de Ciências Sociais-UESPI

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